jump to navigation

Filmes, Lista de Desejos, Diários e Mousse Maio 4, 2008

Posted by contadora de estórias in espelho meu, na panela, películas, sacolinha.
2 comments

Ih não é que voltei e não demorei?!

Na bagagem, mais dois filmes. O primeiro, uma co-produção de uma penca de países, dirigido por mãos brasileiras: Walter Salles. E ninguém melhor que ele pra dizer a coisa certa sobre o filme:

“Esta é a história de dois jovens que partiram em uma jornada aventurosa por todo um continente desconhecido, e essa jornada de descoberta tornou-se a de auto-descoberta também.

Este é um filme sobre escolhas emocionais e políticas que precisamos fazer na vida. É também sobre amizade, sobre solidariedade.

Finalmente, é sobre encontrar um lugar no mundo…”

Outro filme que vi foi “Meu tio matou um cara”, produção brasileira, com Dira Paes, Lázaro Ramos, Darlan Cunha (adoro os três), entre outros. O filme é leve, a trilha sonora é boa e a interpretação de Darlan é a cereja do bolo. Não é uma estória que vai te emocionar, como a que citei acima, mas é bonitinha. Aí vão, sinopse e cartaz:

Meu Tio Matou um Cara é um filme jovem, uma comédia romântica e policial na qual Duca (Darlan Cunha), de 15 anos, faz de tudo para provar a inocência do tio (Lázaro Ramos), preso ao confessar ter matado um cara. Duca tem certeza de que o tio está assumindo o crime para livrar a namorada, Soraia (Deborah Secco), ex-mulher do morto. E, no meio de toda essa ação, Duca ainda tenta conquistar o coração de Isa (Sophia Reis), uma colega de escola que parece estar mais interessada em seu melhor amigo, Kid (Renan Gioelli).  Duca envolve os dois na investigação e no final… bom, aí só vendo o filme.

Pensando em uma das coisas que li no meu atual companheiro - How to Build a Great Screenplay: A Master Class in Storytelling for Film - resolvi tirar a poeira do meu diário e ver onde havíamos parado. Fevereiro de 2007. Que horror. O livro diz que ao contar uma estória, o “como” é muito mais importante do que “o que”. O autor, David Howard, diz que “se não estamos lá quando o personagem toma uma decisão ou é confrontado com forças externas, nós não temos chance de olhar através das janelas e ver seu interior”. Em outras palavras, é muito mais interessante para o telespectador ver o gato pular do telhado, e sentir com ele todas as suas emoções (adrenalina, medo, angústia), do que vê-lo com a perna quebrada (sem ver o pulo).

Comecei a escrever diários por influência de uma amiga de infância. Já contei isso aqui. No começo era um cano de escape. Hoje, que tenho um cano de escape muito, muito mais efetivo, o bichinho ficou abandonado. Mas com esta coisa de contar estórias, não deixa de ser um exercício e vejo claramente, através das longas pausas, que o companheiro (primeiro capítulo e já estamos íntimos) David tem toda razão: não tem lá muita graça dizer que aprovei determinado teste, sem dizer que tive que fazê-lo duas vezes, que estudei muito, que me sentia frustrada, pressionada, que chorei de emoção.

Sem o “como” o telespectador perde o interesse pelo personagem, não se identifica com ele.

Tô precisando de umas coisinhas:

1. um scanner

2. um dicionário eletrônico

3. bons cremes para o rosto

4. intruções de como preparar um feijãozinho na panela de pressão

Quando estive no Brasil, comi uma sobremesa divina na casa de Isinha. Ela e Jan me prometeram a receita e até hoje não recebi :(

Como tinha visita no feriado, resolvi catar a tal receita dos deuses na web. Achei. Aí vai:

1 lata de leite condensado

1 lata de creme de leite

200ml de suco de maracujá concentrado

Bater tudo no liquidificador (aprox. uns 7min) e colocar para gelar. O nome da criança é Mousse de Maracujá, mas o Cybercook chamou carinhosamente de Mousse de Maracujá para Crianças. Não tem preço.

Até a próxima!

Finalmente Abril 28, 2008

Posted by contadora de estórias in batatalândia, brasilis, películas.
4 comments

Ave santíssima! Finalmente o sol resolveu aparecer! Embora tenha passado 4 santas e ensolaradas semanas no Brasil, quando voltei me deu uma agonia, ao constatar que aqui ainda tava fazendo tanto frio, chovendo e nem sinal do sol.

Confesso que sou meio preguiçosa pra sair de casa, mas quero mudar isso. Este fim de semana estava decidida a bater pernas. Fomos à Nacht der Museen, que é uma noite na qual você paga um ingresso e entra em todos os museus e tem direito a andar no ônibus que transporta as pessoas de um lado pra outro pelos museus. Não tava lá com muito clima pra museu, não. Até porque acho meio complicado, no meio de tanta gente (segundo meu jornal 40.000 pessoas!) e tanto barulho. Meu negócio eram os shows e apresentações ao ar livre (aspecto muito importante pra mim neste momento), e claro, uma cerva.

Bom, pelo número de visitantes, já dá pra perceber que a coisa foi meio caótica, né? Pelo menos no quesito ônibus número 2, que era justamente o que queríamos. Enfim, de museu mesmo, vi quase nada. O bom mesmo foi a cerva com pizza!

E por falar em cerva com pizza, tô em crise. Um verdadeiro dilema. É que tudo que eu como só vai pra barriga. Preciso urgentemente mexer o esqueleto. Alguém se habilita a ser meu(inha) partner nessa empreitada?

Meu fim de tarde ontem foi ótimo. Marido e eu caminhamos à beira do rio Main, levando um solzinho, tomando sorvete. À noite assistimos O Homem que Copiava. Lindo, lindo. Lázaro Ramos é divino. Pedro Cardoso é óooooootemo!!!

Pra terminar o post e aproveitar o tema, não posso esquecer e deixar de recomendar um filmaço brasileiro: Tropa de Elite. Violento sim, mas muito bem feito. Interessantíssimo também são os depoimentos no final do filme. Tropa de Elite e O Homem que Copiava de certa forma estão linkados: Brasil + miséria + falta de perspectivas para o pobre + corrupção. Wagner Moura? Também é divino.

Boa Semana!!!