É Assim Que Se Come… Abril 23, 2007
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Segura o Queixo Abril 12, 2007
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Contos de uma mocinha numa selva de pedras…
Era uma vez uma garota_marota que tinha feito um curso de inglês. A grande atração das aulas com certeza era o professor. No começo ela tinha achado que ele era descendente de brasileiros, pelo sobrenome. Ele explicou que não, que na verdade seus pais eram de um país africano que tinha sido colônia de Portugal, e que haviam imigrado há muitos anos. O prof, claro, tinha nascido na terra da rainha.
Além daquele inglês britânico lindo, ele falava um pouco de espanhol, alemão, francês, mas infelizmente, quase nada de português. Ohhhhh. Excelente professor, explicava tudo muito bem, e ainda por cima ensinava a linguagem do dia-a-dia, as gírias. Mesmo assim, sentia-se que todos da sala, com excessão da mexicana e da mocinha, alimentavam um certo ódio por ele, tudo devido ao que ele falava sobre padrão de vida.
Ela ria de tudo, era como uma comédia. Aquele homem, com todos aqueles trejeitos ótimos que os gays têm (isso não é ironia não, ela A-D-O-R-A-V-A gays), fazendo caras e bocas, dizendo com todas as letras que gostava de luxo. Dizia que não comprava no centro de Frankfurt, e sim na Goethe Strasse, rua mais cara da cidade, onde estão as lojas da Chanel, Tifanny etc. Comprar no Lidl, Penny ou Aldi (supermercados baratos)??? Jamais! Só em Kaufhof (loja de departamentos que tem um supermercado nada popular).
E para encurtar a conversa, ele era assim. Vivia falando de suas coisas carésimas, de sua vida mega luxuosa. Ela achava graça, e lembrava sempre dessa: “Quem é, não precisa dizer que é, todo mundo vê”.
Um belo dia, final de curso, ele dá aos alunos o endereço de seu álbum de fotos na web. Realmente uma parte era verdade: suas viagens mundo afora, seu champagne Moëd et Chandon, suas compras na Louis Vuitton, e seu namorado alemão, bonito, de família abastarda.
As outras verdades, vinham aos poucos. Afinal, o grande problema de quem mente muito é lembrar o que disse e a quem disse. A contadora de estórias não vai ficar aqui entrando em detalhes, não vale a pena.
Estórias à parte, ela se divertia. Lembrava muito de Ariano Suassuna, que dizia que adorava um mentiroso, porque eram pessoas que podiam fantasiar, pois a realidade da vida é muito dura.
Eis que um belo dia a mocinha foi lá no site do seu “mestre” ver por onde ele andava e se já havia regressado à Londres. Entre os links, um site em português. Clicou e acabou descobrindo que o lord inglês falava português sim, e olha só, com sotaque carioca…rsrs
Não entendeu?! Explica Jobim: “Ela é carioca, ela é carioca….”
Viva o povo brasileiro, gente boa!! Hahahhahahaha…a cada dia fico mais apaixonada por Freud!
PS: estou respondendo os comentários lá no campo de comentários mesmo, pra facilitar a vida de quem não tem blog, ok?
